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oração pelo fim da pandemiaParóquiaSinos

O sino nos convoca: "Façamos penitência e rezemos para a pandemia cessar!"

 

O sino nos convoca: "Façamos penitência e rezemos para a pandemia cessar!"

Na tarde do domingo da misericórdia, todas as Igrejas do mundo em um único repicar clamaram pelo fim da pandemia que nos assola. O sino, sinal e presença do anúncio e da voz celestial nos embalou por alguns momentos e nos levou a um momento de prece pelo fim da pandemia, bem como nos recordou bons tempos. O seu barulho é inconfundível, todos o conhecem quando escutam!
Eles existem desde o século V e foram de vasto uso na Idade Média. Eram particularmente usados nas comunidades monásticas para chamar os monges, que, durante o dia, se espalhavam por diversos locais dos mosteiros no cuidado de suas atividades, a fim de reuni-los para as orações na capela. Mais tarde, foi ficando comum ouvi-los também nas igrejas paroquiais, convidando o povo de Deus para a celebração da Eucaristia e para outros atos de piedade, como a oração do Ângelus três vezes ao dia.
O Ritual Romano apresenta uma benção solene aos sinos das igrejas e explica o simbolismo e o poder espiritual que eles passam a ter quando abençoados. Uma parte do rito da bênção diz: “Ó Deus, que pelo bem-aventurado Moisés, Vosso servo, pelo qual promulgastes a lei, mandastes fazer trombetas de prata para que, tocando-as os Sacerdotes no tempo do sacrifício, o povo, avisado pelo seu som melodioso, se preparasse para Vos adorar e se reunisse para Vos oferecer os sacrifícios; para que, excitado para a guerra pelo som delas, prostrasse as forças dos inimigos; nós Vos pedimos que façais com que este vaso, preparado para a Vossa santa Igreja, seja santificado pelo Espírito Santo, para que os fiéis pelo seu toque sejam convidados para o prêmio. E, quando aos ouvidos dos povos ressoar a sua melodia, aumente neles a devoção da fé; sejam repelidas para longe todas as ciladas do inimigo, o fragor do granizo, os perigos dos turbilhões, a impetuosidade das tempestades; abrandem-se os trovões destruidores; que o sopro dos ventos se torne saudável e moderado; e que a Vossa mão poderosa destrua as forças aéreas para que, ouvindo este sino, se encham de pavor e fujam diante do estandarte nele traçado da Santa Cruz do Vosso Filho, ao qual se dobra todo o joelho no céu, na terra e no inferno e toda a língua proclama que o mesmo nosso Senhor Jesus Cristo, tendo destruído a morte no madeiro da Cruz, reina glória de Deus Pai, com o mesmo Pai e o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.”
Antes ainda, outra prece do rito, dirigida a Cristo, pede: “Derramai, Senhor, sobre esta água a bênção celeste e fazei descer sobre ela a virtude do Espírito Santo, para que, tendo sido rociado com ela este vaso, destinado a convocar os filhos da Santa Igreja, dos lugares onde ressoar este sino, se afaste para longe a virtude das ciladas dos inimigos, a sombra dos fantasmas, a violência dos turbilhões, os golpes dos raios, os estragos das trovoadas, os desastres das tempestades e todos os espíritos das procelas; e, ao ouvirem a sua voz os filhos dos cristãos, aumente intensamente a devoção para que, correndo para o grêmio da sua piedosa mãe, a Santa Igreja, vos cantem na assembleia dos Santos um cântico novo, que reproduza o som vibrante da trombeta, a melodia do saltério, a suavidade do órgão, a exultação do tambor, a alegria do címbalo, para que, no templo santo da Vossa glória possam com suas homenagens e preces convidar a multidão do exército dos Anjos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que Convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo de Deus, por todos os séculos dos séculos.”
Os sinos comunicam acontecimentos importantes aos membros de Comunidades. A raiz da palavra sino provém do latim “signu” (sinal). Sinaliza e convoca para o culto, para a adoração e para a gratidão por causa da graça de Deus. O som do sino penetra profundamente nos ouvidos. Atinge a alma das pessoas. Por isso, não conseguimos ficar indiferentes ao repicar sonoro do sino. Isso nos lembra do Salmo 150:    “Aleluia! Louvem a Deus no seu templo. Louvem o seu poder, que se vê no céu. Louvem o Senhor pelas coisas maravilhosas que tem feito. Louvem a sua imensa grandeza. Louvem a Deus com trombetas; louvem com liras e harpas. Louvem o Senhor com pandeiros e danças. Louvem com harpas e flautas. Louvem com pratos musicais. Louvem bem alto com pratos sonoros. Todos os seres vivos louvem o Senhor! Aleluia!”.
A função do sino é justamente a oportunidade de conectar-nos, de ser um instrumento de reflexão, de meditação. (Daí se vem a tradição: No momento que o sino toca nestes três períodos do dia, mencionado acima. Deve-se dedicar ao momento da ORAÇÃO).
Ele expressa um som único, mas variável ao contexto que lhe está sendo atribuído em determinado momento. Esse encontro da energia humana com o símbolo de metal nobre é um facilitador que nos transporta e nos conecta com uma possibilidade presente e futura. É um instrumento sagrado que carrega valores universais e que nos seus badalares indica determinadas circunstâncias. 
E que esse instrumento ao repicar seu som, que se espalhe forte e penetre por todos os ares a alegria que devemos ter durante toda a nossa vida, porque temos um Salvador que diariamente nos ajuda.
Veja os sinos da catedral de Coroatá clicando aqui




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