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Como vivermos a alegria a partir dos conselhos de São Francisco

 

Como vivermos a alegria a partir dos conselhos de São Francisco

O Advento é o tempo perfeito para refletirmos sobre o significado da verdadeira alegria


A reflexão sobre a alegria está no centro da celebração do terceiro domingo do Advento. É no “Domingo Gaudete” que acendemos a vela cor de rosa na coroa do Advento, o dia em que o órgão toca um pouco mais ruidosamente na missa, o dia em que realmente começamos a olhar para a luz do amanhecer do Natal.

Mas a alegria é um conceito estranho. Ficamos alegres quando nos sentimos felizes. Entretanto a alegria em si não é uma emoção. As emoções vêm e vão, no entanto, uma pessoa que é verdadeiramente alegre permanece assim mesmo em meio a circunstâncias difíceis. Trata-se, então da virtude mais forte do que a forma como nos sentimos em um determinado momento.

São Francisco e a alegria


Certa vez, São Francisco de Assis, em uma caminhada com outro monge chamado Irmão Leão, explica o conceito de alegria perfeita. Eles estão em um dia frio de inverno, tremendo por baixo dos trapos finos que eles consideram casacos. Francisco, então diz a Leão que mesmo se eles se tornassem os mais santos de todos os monges, isso não seria uma alegria perfeita. Eles caminham um pouco mais longe no frio, e Francisco diz que, mesmo que os monges se tornassem fazedores de milagres, isso não seria uma alegria perfeita. Eles caminham em silêncio, e Francisco elabora mais, dizendo que mesmo se eles se tornassem os mais sábios de todos, isso também não seria uma alegria perfeita.

Francisco continua descrevendo visões magníficas de glória e sucesso, dizendo que nenhuma delas seria suficiente. Por fim, o irmão Leão está farto e pede a Francisco: “Ensina-me o que é a alegria perfeita”. A resposta que Francisco dá é surpreendente: “Se, quando chegarmos … todos encharcados da chuva e tremendo de frio, todos cobertos de lama e exaustos de fome … e o carregador sair com raiva para nos afastar com xingamentos e socos, como se fôssemos vil impostores … se suportarmos todas essas injúrias com paciência, pensando nos sofrimentos de nosso Bem-aventurado Senhor, que compartilharíamos por amor a ele … aqui, finalmente, estaria a alegria perfeita”.

Alegria e amor


Eu acho que São Francisco está certo. Sua insistência é que o sofrimento é alegre quando é um ato de amor. De fato, sempre fiquei um pouco insatisfeito com a explicação de que ser alegre é simplesmente ter algo dentro de nós que nos ajude a ser felizes, mesmo quando a vida é pesada. Ser alegre, portanto, requer mais mais do que uma autodisciplina rígida para ignorar as circunstâncias externas. E São Francisco conhece o segredo para isso. Para ele, a alegria é especificamente causada pelo amor de Deus. Ele quer pensar em Deus, estar perto de Deus, falar sobre Deus. Se ele pode sofrer e ser mais parecido com Deus, tanto melhor.


Para nós, esse sentimento surge da mesma fonte. Somos alegres pelo nosso amor a Deus, sabendo que ele está perto em todas as circunstâncias. Falando de forma mais ampla, também ficamos alegres quando podemos estar com alguém que amamos e quando coisas boas acontecem a essa pessoa, seja um cônjuge, parentes ou amigos.

E nas dificuldades?


Pensar dessa forma também nos mostra como a alegria pode andar de mãos dadas com a experiência das dificuldades da vida. Se ela está conectada com o amor, é lógico que sofremos quando aqueles que amamos sofrem, e isso também é ser alegre, porque é um sinal de nosso amor por eles. Mesmo quando sentimos que somos os únicos para quem a vida é uma luta, ainda sabemos que Deus está conosco e Ele está sofrendo conosco porque nos ama.


O erro que cometemos tantas vezes é nos convencer de que seremos mais alegres se conseguirmos mais uma coisa – aquela promoção no trabalho, o carro novo, a casa nova, o prestígio de outro diploma acadêmico, a maneira como as pessoas nos respondem, se uma situação difícil simplesmente vai embora, por exemplo.

Enfim, São Francisco sabe que não se deve envolver nesta perseguição sem fim, porque sabe que a alegria tem tudo a ver com o amor. Tomar uma decisão simples de trabalhar para amar melhor as pessoas ao nosso redor, este é o segredo para vivermos alegres em todas as circunstâncias.

Fonte: Aleteia

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