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Valorização dos setores e comunidades: Editorial escrito pelo Padre João Evangelista

Foto: Comunidade Santo Antonio dos Maranhenses

Editorial  escrito pelo Padre João Evangelista publicado na 1ª edição do Jornal impresso o "Mensageiro", de circulação mensal na Paróquia Nossa Senhora da Piedade. 


Querido povo de Deus,

Nesta primeira edição, do Jornal, O Mensageiro de 2020, quero apresentar a partir da experiência de Jesus, a nossa dinâmica pastoral da valorização dos setores e comunidades.
Importante para o fortalecimento de uma Igreja em saída, que vive o espírito de comunhão a serviço de vida, como fez Jesus em sua missão: " eu vim para que todos tenham vida" ( Jo 10, 10). 
Acredito que podemos pensar na sinodalidade da Igreja - caminhar juntos. Não adiante centralização, não precisa ter medo. Essa metodologia centralizada permanece travada sem entender a realidade do povo, pois está voltada pra si mesmo. O relacionamento não oferece acolhida fraterna, e nossa atitude pode afastar e excluir as pessoas com a nossa maneira de agir. 
         A centralização acontece nos grupos, pastorais, movimentos e comunidades. O coordenador centraliza as atividades e desconsidera o conjunto, quer saber de tudo, sem entender o serviço de um Agente de Pastoral.
     Quando resolvi escrever a respeito de nossa atuação pastoral como Igreja, fiquei pensando numa palavra que o Papa Francisco disse: a "Igreja está caduca". Estamos envelhecidos em nossas atitudes, somos incapazes de compreender que é necessário mudar, como afirma o documento de Aparecida:

"A conversão pastoral de nossas comunidades exige que se vá além de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária.

     Assim, será possível que “o único programa do Evangelho siga introduzindo-se na história de cada comunidade eclesial” com novo ardor missionário, fazendo com que a Igreja se manifeste como uma mãe que nos sai ao encontro, uma casa acolhedora, uma escola permanente de comunhão missionária" ( DAp. 370).
     Não somos donos do grupo, da pastoral, do movimento e da comunidade. Pois não é propriedade nossa. Somos apenas agentes que coordenamos um processo pastoral em conjunto, a fim de considerar os desafios da realidade. Tomemos consciência que, o ditado, "sempre foi assim" não pode continuar em nossas atitudes. O Concilio Vaticano II ( Lumen Gentium), luz para os povos, deu uma grande abertura a respeito da nossa atuação pastoral. Não podemos continuar no Concilio de Trento. 
      Em fim, peço a todos, caminhemos juntos para construir o Reino de Deus. Que possamos viver animados pela missão salvadora de Jesus, para ajudar nossos irmãos e irmãs que vivem nas encruzilhadas da vida. 

Com estima,

Pe João Evangelista

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