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Alegrias, desafios e dificuldades, pontos citados no editorial do Pe. João Evangelista

Partilho três pontos da nossa pastoral: alegrias, desafios e dificuldades. Aspectos que estão resumidos nas palavras do Papa Francisco: “não se pode perder a tensão para o anúncio àqueles que estão longe de Cristo, porque esta é a tarefa primária da Igreja. A atividade missionária ainda hoje representa o máximo desafio para a Igreja” (EG 15).
Quero começar com as alegrias: no tempo quaresmal, aproveitamos o período propício para celebrar a Eucaristia nos setores de nossa paróquia. Vimos de forma concreta à participação e envolvimento dos coordenadores de setores e animadores das comunidades. Um caminho que pode levar alegria a partir do Evangelho, alimento que enriquece a comunidade. Tenho convicção de que é necessária uma presença missionária mais efetiva, onde os missionários/as do setor sejam protagonistas da ação.
No tocante a vivência missionária pode-se pensar a partir do Vaticano II: “a Igreja peregrina é, por sua natureza, missionária, visto que tem a sua origem, segundo o desígnio de Deus Pai, na missão do Filho e do Espírito Santo” (AD 6). Pelo batismo somos chamados para assumir a missão, de forma concreta com o envolvimento, vivendo uma espiritualidade encarnada.
Interessante que neste ano temos a alegria de celebrar o Mês Missionário Extraordinário em outubro, com o tema: “Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo”. Enriquece nosso compromisso com a Igreja profética e missionária.
Escutamos os animadores das comunidades na roda de conversa, a fim de possibilitar abertura para o diálogo, bem como, expressar de maneira simples os desafios e dificuldades da vida da comunidade. Isto causa inquietação, deixando-os a vontade para partilhar experiências, que por sua vez, devem assumir compromisso de pertença eclesial. Vejo a dimensão missionária como caminho de animação, que ajuda e fortalece o espírito de uma Igreja em saída.
Os desafios: sabemos que os setores que precisam de uma presença, em razão de poucas lideranças que assumem. O problema é ainda maior na cidade, embora tenha capelas em quase todos os bairros, mas não encontramos meios de atingir a todos. Necessita de estratégia, acredito que, a partir dos setores organizados com seus missionários, ajudará a fortalecer as comunidades. É um caminho que o Papa Francisco tem insistido bastante, proximidade e encontro. Com esse espírito, “desejamos que a alegria que recebemos no encontro com Jesus Cristo, a quem reconhecemos como o Filho de Deus encarnado e redentor, chegue a todos os homens e mulheres feridos pelas adversidades; desejamos que a alegria da boa nova do Reino de Deus, de Jesus Cristo vencedor do pecado e da morte, chegue a todos quantos jazem à beira do caminho, pedindo esmola e compaixão” (DAp 29).
As dificuldades estão centradas pela nossa ausência missionária. Necessita-se fazer a experiência da conversão, de passar de uma pastoral da conservação para uma pastoral missionária: “nenhuma comunidade deve isentar-se de entrar decididamente, com todas as forças, nos processos constantes de renovação missionária e de abandonar as ultrapassadas estruturas que já não favoreçam a transmissão da fé” (DAp 365).
Portanto, como batizados e enviados precisamos assumir nosso compromisso como Igreja comprometida com a causa do Reino, abrindo horizonte de mudança com o anúncio do Evangelho.

Pe. João Evangelista
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Piedade


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